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Da comunidade no-code ao comando de plataformas milionárias, a história real de quem construiu, quebrou limites e provou que tecnologia transforma negócios.
Tudo começou graças à Comunidade Sem Codar e às aulas do Renato Asse, na época em que ele ensinava Bubble na antiga responsividade. Lembro do marketplace onde eu e o Felipe Menezes estávamos disponíveis para contratação.
Com apenas 6 meses de curso, já faturava acima dos 5 dígitos mensais. Ao longo de toda a carreira, criei mais de 50 aplicativos, a maioria deles segundas versões melhores e com acompanhamento mensal.
Uma EdTech de elite no preparatório para residência médica, com modelo de mentoria individualizada e alta performance. Em 2022, já contava com quase 400 alunos, começava a crescer e no ano seguinte iria chamar a atenção do mercado.
Eles me procuraram porque eu era um dos únicos desenvolvedores no-code de Goiânia naquela época, e já tinha colocado sistemas de verdade no ar. Inicialmente recusei. Eu já tinha um ano e meio de experiência, trabalhava em home office e não queria perder minha liberdade.
Precisava ser presencial. Eu priorizava liberdade.
O CTO Vinícius (hoje grande amigo) voltou com uma oferta irrecusável.
Quando cheguei, a empresa já era lucrativa com cerca de 400 alunos, mas a plataforma de 2022 recebia muitas reclamações. Todo ano em outubro começava o desenvolvimento do zero para entregar no início de janeiro. Ou seja, já entrei na loucura: tive que entender o modelo de negócio e desenvolver ao mesmo tempo.
Todos ficaram viciados na velocidade de deploy do Bubble. O sucesso dependeu também de setores comerciais excelentes: tecnologia e vendas andam juntos.
Criamos a plataforma de 2023, foi um divisor de águas: batemos 1.000 alunos. O Bubble estava começando a implementar a nova precificação por WU, e nosso custo de infra ainda não passava de US$ 1.000.
Porém, a plataforma ficava superlenta. Nosso suporte vivia lotado com reclamações de travamento. Fizemos de tudo para otimizar, mas o uso era altíssimo.
Em 2024, pensamos diferente. Propusemos um investimento no plano Dedicated do Bubble + Enterprise do Xano, uma abordagem híbrida: autenticação e frontend no Bubble, e no Xano os algoritmos pesados como flashcards com espaçamento, filas e análises de estatísticas.
Contrato do plano Dedicated do Bubble
O próprio Bubble repostando meu story
Pelo nível de dedicação e resultado entregue, a empresa me ofereceu um contrato de vesting. Também criei um CRM de vendas interno integrando contratos via Zapsign, automatizando financeiro e logística.
Na primeira distribuição que participei, recebi R$ 90 mil (1% do lucro líquido). Nem todas eram assim: a primeira do ano era a maior, pois a entrada de alunos se concentrava no início do ano. Por fora, eu sempre fazia projetos extras, e nesse mesmo mês faturei aproximadamente R$ 115 mil somando tudo, um recorde pessoal mensal.
Por mais que fosse uma oportunidade de ouro, eu nunca fui dedicado a apenas uma empresa. Sempre pensei, e sei, que somos descartáveis. Por isso, sempre plantei sementes em outros lugares também.
Fora a plataforma principal do IPP (preparatório para residência médica), cada item abaixo é uma plataforma completamente diferente. Todas do mesmo dono. Todas mantidas pela mesma equipe de 3 a 5 pessoas.
Manutenção constante do carro-chefe da empresa
Atualizações e correções todos os dias
Em 2023 e 2024, nosso número pessoal era o suporte, a qualquer hora do dia ou da noite
O backlog técnico no Monday era, na prática, um repositório de ideias soltas dos demais sócios. Implementávamos tudo sem critérios de priorização ou viabilidade técnica, impulsionados pela percepção da gestão de que deploy era algo trivial e isento de riscos, altamente pressionados por gestores.
"Essa fase caótica funcionou como uma escola brutal de resiliência e arquitetura."
Em 2024 começamos a pagar o plano Enterprise do Xano por US$ 2.500/mês em janeiro. Em setembro, já estávamos pagando US$ 5.000/mês. Aumentavam a potência do servidor, mas os problemas voltavam a aparecer.
Reuniões com a equipe do Xano
Painel Cloud do Xano gargalando
Dashboard: 140mi+ API requests · 20mi+ registros
Nem mesmo o Louis e o CTO do Xano, que nos ajudaram muito, conseguiam entender completamente o que estava acontecendo. O volume de uso era simplesmente fora do comum para a plataforma.
Já exausto, eu queria implementar o Supabase dentro da empresa, mas migrar um banco de dados com a plataforma em produção, todos sabem, não é simples. Cansado de não ter respostas para os problemas de escala, resolvi sair para a pressão diminuir.
"Ou o senhor contrata uma equipe high-code e cria uma infraestrutura própria, ou vai ver tudo o que conquistou ir por água abaixo. Bubble e Xano têm limite."
Conversa sincera com o fundador · Setembro de 2024Naquela época, o melhor modelo de IA era o GPT-4o. Não tínhamos como criar nada com IA. A recomendação era clara: contratar uma equipe high-code.
Após minha saída, a infraestrutura continuou instável. O fundador chegou a dizer aos alunos que "uma das torres da Amazon havia caído" para acalmar durante o downtime... sendo que usavam Xano.
Já fora da sociedade, fiquei como CLT responsável por fazer o backend no Xano e o painel administrativo dos alunos no Bubble. Continuaram com o Xano pois tinham um contrato que não podia ser quebrado. A plataforma do aluno ficava em React. Contrataram uma equipe high-code com 3 devs por aproximadamente R$ 60 mil/mês.
Em 2025, a stack virou Xano + React. Após minha saída, o Xano ofereceu um plano de US$ 7.500/mês e tiveram que aceitar, pois a plataforma ainda tinha problemas.
Mas aí, já não era mais problema meu.
No mesmo dia em que fui demitido, fui contratado por outra EdTech com 200 a 400 alunos. Fizemos tudo em Bubble: uma plataforma mais bonita, mais otimizada e que nunca passou de US$ 60/mês no Bubble e US$ 20 no Supabase. Zero problemas de performance.
Zero gargalo. Zero problemas. Zero downtime.
No final das contas, o problema talvez nem estivesse nas tecnologias, mas sim em como os recursos eram solicitados na outra EdTech.
Ticket anual entre R$ 20k e R$ 30k por aluno. Veja a escalada:
Resolver gargalos técnicos é crucial: qualquer falha estrutural deixa milhões na mesa.
Cada deploy, cada função nova e cada aluno que foi aprovado na residência médica entre 2022 e 2025 passou por esses sistemas que construímos juntos. Somos imensamente gratos por esse grande momento de aprendizado.
Faturamento da equipe acima dos 7 dígitos 🏆